29 de out de 2011


INTRODUÇÃO BÍBLICA ESTUDOS SOBRE A ORIGEM DA BÍBLIA
Este comentário é apenas de três capítulos da INTRODUÇÃO BÍBLICA ESTUDOS SOBRE A ORIGEM DA BÍBLIA. É uma das 24, apostilas de 60 a 96 pagina de nosso curso de teologia por correspondência.



AS PRINCIPAIS DIVISÕES DA BÍBLIA
A Bíblia divide-se em duas partes principais: Velho Testamento e Novo Testamento: O vocábulo testamento significa: dispensação, aliança, pacto ou concerto, o Novo Testamento contém 27- livros e o Velho Testamento contém 39 - livros. A Bíblia toda contém 66 - livros.

O Velho Testamento também se divide em quatro partes: Lei, História, Poesia e Profecia.
A Lei, ou o Pentateuco são: 05 - livros, Gêneses, Êxodo, Levítico, Numero e Deuteronômio. (Também é conhecido como a bíblia dos Judeus, ou Torá).
Históricos são: 12 - livros, Josué, Juízes, Rute, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis, I Crônicas, II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.

Os Poéticos são: 05 - livros, Jó Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares.
Os Proféticos são: 17 - livros; Profetas.
Profetas maiores são: 05 - livros Isaías, Jeremias, Lamentações.
Ezequiel e Daniel.
Profetas menores são: 12 - livros Oseías, Joel, Amos, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias Ageu, Zacarias e Malaquias.


O Novo Testamento também é divide em quatro partes:
Biografia, História, Doutrinas e Profecia:
1º- Biografias são: Os quatros Evangelhos Mateus, Marcos, Lucas e João, os três primeiros são chamados de sinópticos por causo do paralelismo entre eles: (a razão porque são quatro, pois poderia ser um ou doze; Já que é doze o número dos apóstolos de Jesus; estas e outras curiosidades encontram na apostila dos evangelhos).
2º- História: Um livro o Atos dos apóstolos; ele registra a história da Igreja primitiva no inicio de sua caminhada sem a presença física do Senhor Jesus, mas com a presença do Espírito Santo.
3º- Doutrinas: São as Epístolas ou cartas, elas tratam da explanação da Palavra de Deus por meio de sua Igreja.
São um conteúdo de; 21 - livros:
09 - Eclesiásticas dirigidas à Igreja são: Romanos, I Coríntios, II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipensses, Colossenses, I Tessalonicenses, II Tessalonicenses.
04 - Individuais dirigidas a pessoas são: I Timóteo, II Timóteo, Tito e Filemon.
01- Uma é coletiva dirigida aos Hebreus.
07 Universais Dirigidas a todos: Tiago, I Pedro. II Pedro, I João, II João, III João e Judas; embora I e II João seja individual mesmo assim são consideradas universais dirigidas a todos.

4º- Profecia: é um livro o Apocalipse ou revelação trata da vitória de Jesus e sua noiva a igreja na consumação de todas as coisas; isto é, na conclusão da obra da redenção. O Apocalipse é a revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente deve acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo. (Ap 1.1-8).  
O Apocalipse é, ao mesmo tempo, uma revelação do futuro, (1.1,19), uma profecia, pois prezem alguns acontecimentos futura (1.3; 22.7, 10, 18, 19), também é um conjunto de sete cartas enviadas aos sete (Anjos Pastores) das sete igrejas da Ásia menor (1.4,11; 2. 1-3.22).

 O Período interbiblico: O período interbiblico foi de Malaquias a Mateus por se localizar entre os dois Testamentos, nesse período houve um silêncio divino de quatro séculos; ou seja, de 395 a 400 anos; foi neste primeiro período que surgiram os primeiros livros apócrifos do Antigo Testamento. Neste período Deus não falou por profeta nem por palavras escrita ou visões, nem um livro inspirado apareceu; mas a mão poderosa do Senhor esteve trabalhando e dirigido os povos
E preparando o mundo para o nascimento de seu filho, para o advento do cristianismo em vários aspectos, cada povo á seu tempo, pela providência divina; criou condições na sociedade para que o cristianismo aparecesse realizando suas primeiras conquistas.

1°- Os babilônios: levaram o povo de Deus os judeus para o cativeiro por 70 anos, e deram-lhes lições jamais esquecidas.
2º- O Período Medo-Persa: os persas; que hoje é o Irã, após Neemias e Malaquias a palestina continuou sob o domínio da Pérsia por quase 100 anos até 330 a.C, e depois lhe fizeram retornar a Jerusalém, edificando o templo Ester, 1.1; Ne 1.1; 12.22; Dn 8.2.
3º- Os gregos: influenciaram intelectualmente o mundo; contribuindo ainda com um idioma universal o “Koinê” “o Grego comum”.
4º- Os romanos: contribuíram com a paz universal e o intercâmbio entre os povos unificados sobre seu domínio.
5º- Os judeus: contribuíram com a restauração do ensino da lei; e a preservação e conservação do Antigo Testamento; e a esperança messiânica que influenciaram os países por onde passaram.

Algumas curiosidades Bíblicas:
O maior livro da Bíblia é o livro de Salmos com 150 capítulos.
O maior capítulo da Bíblia é o Sl 119 com 176 versículos.
O maior versículo da Bíblia é o de Ester 8.9 com 67 palavras.
O menor livro da Bíblia é o de II João com 13 versículos.
O menor capítulo da Bíblia é o Salmo 117 com 02 versículos.
Os menores versículos da Bíblia dependendo da tradução são os de Êxodo 20.12. Deuteronômio 5.17; Jó 3.2; João 11.35 e Lucas 20.30.
Os livros de Ester e Cantares não têm o nome de Deus.
Há na Bíblia 8.000 menções de Deus nos seus vários nomes. E 177 menções ao diabo nos seus nomes.
“A expressão “assim diz o Senhor”: encontram cerca de 3.800 vezes na Bíblia”. A vinda do Senhor é mencionada 1.845 vezes em toda a Bíblia, sendo 1.527 no Antigo Testamento e 318 no Novo Testamento; a palavra “Senhor” é encontrada na Bíblia 1.853 vezes e “JEOVÁ” 6. 437 vezes na Ed - ARA.
A expressão “não temas”: Ocorre 366 vezes na Bíblia, o que dá uma para cada dia do ano! Segundo recente estatística, ao todo ou em parte, já foi traduzida para mais de mil línguas e dialetos.
A Bíblia foi dividida em capítulos pelo Cardeal Hugo no ano 1.250; e em versículos por Robert Stevens em 1.551, d.C.


PROVAS DA INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS
Foi aprovada como inspiração divina: (II Tm 3.16; II Pe 1.20-21).
Foi referida como Palavra de Deus: (I Ts 2.13; II Tm 2.9; Hb 4.12).
Foi referida como Palavra da verdade: (Jo 17.17).
Não pode ser anulada ou acrescentada. (Dt 4.2; Pv 30.6; Jo 10.35; Ap 22.18-19).
Propósito das Escrituras Sagradas, é a edificação espiritual (Jo 5.39; 20.30-31; Rm 15.4; II Tm 3.16-17).
Ainda que aceitemos a harmonia da Bíblia como uma das mais convincentes prova de sua inspiração, achamos necessário dar outras provas como, por exemplo:
1º- O testemunho de Deus aprovando as Escrituras: Deus o criador e administrador do universo teria que entregar a seu povo a suas revelações, o único livro do mundo, digno de credito, pois revela Deus em suas páginas; e o testemunho de Deus é verdadeiro. Na Bíblia Deus supervisionou, dirigiu, guiou, revelou, inspirou, soprou e moveu os autores humanos de modo que o resultado foi um livro que é a própria redação de Deus; a Bíblia é o livro que apresentado como nenhum outro em todo mundo já o foi, pois ela é a própria palavra de Deus. Os escritores modernos poderão orar a Deus pedindo que os ajude a compor um livro, com profundidade tão grande aponto de admirar a todos; Deus pode ajudar: mas ainda que esses escritores sejam os homens mais piedosos e santos da terra, jamais terão coragem de afirmar que o livro que eles escreveram é a palavra de Deus.
2º- O testemunho de Jesus aprovou as Escrituras: Inúmeras pessoas sabem quem é Jesus, crêem que ele fez milagres; crêem em sua ressurreição e ascensão, mas não crêem na Bíblia!
Tais pessoas precisam saber a posição de Jesus com respeito à Bíblia; devem saber que:
Jesus leu a Bíblia (Lc 4.6-19).
Jesus ensinou a Bíblia (Jo 5.39).
Cumpriu a Bíblia (Mt 5.17).
Jesus chamou a Bíblia de “a Palavra de Deus. (Mc 7.13).
Jesus afirmou que as Escrituras é a verdade. (Jo 17.17).
Ele viveu e procedeu de acordo com a Bíblia (Mt 5.17).
Jesus usou no deserto, para derrotar o inimigo (Mt 4.4 -10).
E declarou que Davi falou pelo Espírito Santo (II Sm 23.2).
Jesus aprovou todas as Escrituras do Antigo Testamento (Lc 4.18-19; 24.44).
Pois, Lei Salmos e Profetas: foram as três primeiras divisões da Bíblia que os judeus aceitavam como inspirada.
3º- O testemunho do Espírito Santo: Cada pessoa que aceita Jesus Cristo como Salvador, o Espírito Santo põe em sua alma a certeza quanto à autoridade da Bíblia.
É algo que acontece instantaneamente, não é preciso ninguém ensinar isso; quem de fato aceita Jesus, aceita também a Bíblia como a Palavra de Deus, sem argumentação, sem rejeição. Em (João 7.17), Jesus mostra como podemos ter dentro de nós o testemunho do Espírito Santo testifica no crente que este é Filho de Deus, testifica também que a Bíblia é a mensagem de Deus para os seus filhos. (Rm 8.16).
4º- O testemunho dos escritores das Escrituras: As “expressões “como estas”, Ouvi a palavra do Senhor, assim diz o Senhor- veio a mim a palavra do Senhor, e outras semelhantes. Ocorreu cerca de 3.800 vezes no Antigo Testamento; essas expressões nos mostram que Deus é o autor das Escrituras; veja exemplo em Is, 6.8; Ez, 1.1; I Tes. 1.13.
5º- O testemunho da Arqueologia: As descobertas arqueológicas tem sido uma grande amiga da Bíblia; muitos lugares considerados lendário e um absurdo, pelos os inimigos da Bíblia; tem sido descoberto, confirmados, provado a sua existência pelas as escavações arqueológicas.
6º- O testemunho da Ciência: As descobertas científicas também têm confirmado a veracidade das Escrituras; muitos riam de certas narrativas bíblicas até que a ciência chegasse á mesma conclusão provando e tapando a boca dos inimigos da Bíblia, pois eles não têm como provar o contrário da Bíblia.
7º- O testemunho das nações: As nações que tem a Bíblia são diferentes das que não tem: olhem para os Estados Unidos, Inglaterra, França, Brasil e outras que são cristãs, vivem recebendo orações são abençoadas; os povos que não tem a Bíblia; veja a situação, tanto em nível espirituais como em nível material.
8º- A perfeita unidade e harmonia da Bíblia: Os 66 livros da Bíblia formam um só livro de Gênesis ao Apocalipse, e encontramos uma perfeita unidade em todos os livros, ao lermos temos a impressão que os livros são à continuação uns dos outros; se não fosse ensinado jamais alguém pudesse imaginar que foram escrito em vários países, por várias pessoas de três continentes, só sendo um milagre de Deus.
9º- Vejamos que a Escritura Sagrada antecipou à ciência: Quando a Bíblia falou do globo da terra, suspensa sobre o vazio e do peso do vento, das águas nas nuvens. Prende as águas em densas nuvens, e a nuvem não se rasga debaixo dela; vejamos isto em um dos livros mais cientifico da Bíblia em (Jó 26.7-8 e 10; 28.25.26; Is 40. 22).
Fatos que os cientistas só descobriram depois; enquanto que em 1521 anos, a.C; a Escritura Sagrada já mencionava este e outros assuntos como se vê em (Jó 9.9; 38.31-32); onde as Escrituras fala sobre a Ursa e Orion, as duas constelações estelares bem visíveis em todas as latitudes, chamada de Ursa Menor e Ursa Maior, a menor é o sete estrela e a maior é o Orion, que significa: uma grande e brilhante constelação que se vê à noite no meio do céu.


OS LIVROS PERDIDOS
Temos de enfrentar uma questão porque, sem dúvida alguma existem outros livros e alguns deles escritos por profetas, e neles contêm relatos judaicos de importante valor que estão citados na Bíblia, mas foram perdidos há muito tempo.
Estes são os livros perdidos:
1º- O livro das Guerras do Senhor (Nem 21.14).
2º- O livro dos Justos (Giz 10.13; II Sm 1.18).
3º - As Crônicas do Profeta Natã (I Cr 29.29).
4º- As Profecias de Aias, o Silonita (II Cr 9.29).
5º- As Crônicas de Gado, o Vidente (I Cr 29.29).
6º- As Visões de Ido, o Vidente (II Cr 9.29).
7º- Livro da História de Salomão (I RS 11.41).
8º- História do Rei Davi (I Cr 27.24).
Com o conhecimento destes livros perdidos que também são inspirados há uma pergunta.
Como podemos assegurar que a Bíblia esta completa?
E desta pergunta, surgem mais duas:
1°- Como era a natureza real daqueles livros?
2º- Como a Bíblia foi autorizada canônica sem os livros perdidos?
1º- Resposta. Não sabemos o significado deles ao certo e nem porque foram desaparecidos, contudo afirmamos que eles tinham um caráter local e limitado, incluindo experiências, materiais e relatos das vagueações dos israelitas (Nem 21.24), incidentes da vida de Josué, Giz 10.13; de Davi (I Cr 29.29; de Salomão (II Cr 9.29).
2º- Resposta. Aqueles livros não foram necessários de ser incluídos no cânon das Escrituras; pois Jesus e os Apóstolos aprovaram as Escrituras sem eles (Jo 20.30-31; II Tm 3.16; Dt 29.29; I Pe 1.23-25).
3º- Resposta. O fato de aqueles livros terem sido deixados de lado é prova suficiente por si mesmo que eles nunca fizeram parte do cânon Sagrado, porque se fossem do cânon, teriam sido preservados por Deus como foram os 66 livros.


OS LIVROS APÓCRIFOS, OU ESPÚRIOS
Estes livros são considerados como uma Bíblia falsa; apócrifo, no grego, significa: secreto ou oculto e mais tarde, foi traduzido como espúrio que significam: heréticos e falsificados. Os livros apócrifos são aqueles que não são canônicos, isto quer dizer não são de inspiração divina. Os livros apócrifos são bons livros, mas não são de inspiração divina, não tem autoridade igual à Bíblia, eles servem para exemplo de vida e de instrução de costume, mas sem autoridade em matéria de fé como os demais livros da Bíblia.


I- Algumas razões porque eles são rejeitados:
01º. Nunca foram citados por Cristo e pelos apóstolos, embora estes livros já existissem.
02º. Flávio Josefo, o grande historiador judeu, em 100 d.C, rejeitou estes livros, e enumerou os que os judeus consideravam inspirados.
03º. Paulo, o grande filósofo judeu de Alexandria, citou todos os livros sagrados e rejeitou estes.
04º. Jerônimo, 400 d.C, declarou que o cânon consistia em 66 livros.
05º. Eles nunca reclamaram inspiração divina e nem faz referência a outros livros da Bíblia.
06º. Eles não possuem mensagem profética e nem falam como Palavra de Deus.
07º. Eles contêm erros históricos, cronológicos, contradizem a si, a Bíblia, e a história secular.
08º. Eles ensinam à mentira, justificam o suicídio e o assassinato, os mortos orando pelos mortos e outras fábulas absurdas, etc.
09º. Porque depois do profeta Malaquias, cessou o espírito profético em Israel e houve silêncio da parte de Deus por quatro séculos.
10º. Porque os judeus não os admitiram no cânon do Antigo Testamento, até hoje, não o fizeram.
11º. Porque nunca foram citados por Jesus Cristo ou pelos seus apóstolos como inspirados ou fonte de doutrinas.
12º. Porque os pais da igreja primitiva do primeiro século nunca reconheceram a canonicidade deles.
13º. Contém várias discrepâncias históricas, veja, por exemplo:
(I Macabeus 6.16; II Macabeus 1.16; 9.28).
14º. Estão repletos de contradições, exemplo em (Tobias 5.7, 18 e 12.15), onde o anjo Rafael prega muitas mentiras.
15º. Contém falsas doutrinas, a oração pelos defuntos, por exemplo, é muito bem ensinada em (II Macabeus 12.42-45).
16º. A mentira e a dissimulação são louvadas no livro de Judite (Jd 13.19,20) e o suicídio em (II Macabeus 14.42), recomenda-se ainda a vingança sobre os inimigos (Eclesiástico 30.6).
17º. Porque não trazem a marca de Deus em lugar algum alegam autoridade divina, coisa que é própria da Escritura.
18º. Porque foi simples e unicamente a tradição dos homens que inspirou os livros apócrifos.
Assim - vemos como o Espírito Santo tem participado mais uma vez das questões e tem colocado três referências, como sentido de terror para preservar as Escrituras inspiradas intactas dos erros (Dt 4.2; Pv 30.6; Ap 22.19).
Apesar de todo este controle, o papa declarou em 08 de abril de 1546 que todos os livros apócrifos são canônicos e está na Bíblia católica sete destes livros e quatro acréscimos.


II- Informações sobre os:
1º – 14 apócrifos do Antigo Testamento:
1º- Foram escritos depois de haver cessado a inspiração plenária.
2º- Os judeus nunca os reconheceram como escrituras hebraicas.
3º- A igreja primitiva nunca os reconheceu.
4º- Foram inseridos na Bíblia quando se fez a tradução para a grega chamada septuaginta.


III- Dos 14 apócrifos:
A igreja católica aceita ao todos onze (11), sendo que são penas sete (7) livros; e quatro (4) acréscimos a outros livros da Bíblia católica, que também são chamados de apêndices.


São os seguintes:
1º- Tobias – após o livro canônico de Neemias (II Esdras) é um romance inteiramente destituído de valor histórico, é de um jovem.
Israelita rico, cativo em Nínive o qual foi guiado por um anjo a desposar uma “casta viúva” que perdera sete esposos.
2º- Judite – Após o livro de Tobias, um romance histórico de uma viúva israelita, rica, bela e devota, que nos dias da invasão babilônica a Judá, Jeitosamente penetrou na tenda do general babilônico fingindo entregar-se a ele, decepou-lhe a cabeça e deste modo salvou a cidade.
3º- Sabedoria – Após o livro canônico de Cantares, é muito semelhante em algumas partes de Jó, Provérbios, Eclesiastes, uma espécie de mistura do pensamento hebreu com a filosofia grega, escrito por um judeu alexandrino que faz o papel de Salomão.
4º- Eclesiástico -  também, chamado “sabedoria de Jesus, filho de Siraque”; assemelha-se ao livro de Provérbios, escrito por um filósofo judeu muito viajado, apresenta regras de conduta para todos os particulares da vida civil.
5º- Baruque - após o livro canônico de Lamentações, apresenta como de autoria de Baruque, e mostra que passou a última parte de sua vida na Babilônia e é endereçada aos exilados, consiste na maior parte de paráfrases de Jeremias.
6º- I Macabeus - uma obra histórica de grande valor sobre o período macabeus relata acontecimentos da luta heróica dos judeus pela liberdade, escrito mais ou menos em (175 -135 a.C, por um judeu palestinense).
7º- II Macabeus - semelhante a I Macabeus e também situado depois de Malaquias, afirma ser um resumo da obra escrita por certo Jason de Cirene, de quem nada se sabe.


IV- Os quatro acréscimos:
1º- Ester: um acréscimo ao livro canônico (Ester 10.4 a 16.24) é uma espécie de continuação do livro, que contém o sonho de Mardoqueu; a oração de Mardoqueu; a oração de Ester e sua penitência, sua apresentação ao rei e a cópia do edital do rei Assuero em favor dos judeus.
2º- Cântico dos três santos filhos: Uma edição que enaltece ao livro de Daniel, inserto depois de Cap. 3.23 a 90, que quer ser a oração que os moços fizeram na fornalha e seu cântico triunfal de louvor pelo livramento.
3º- História de Suzana: Outro acréscimo a Daniel, cap. 13, ampliação que enaltece a Daniel relata como a esposa piedosa de um judeu rico de Babilônia, acusada falsamente de adultério, foi inocentada pela sabedoria de Daniel.
4º- Bel e o Dragão: Outra adição que enaltece a Daniel é um acréscimo ao livro de Daniel, o cap14 duas histórias nas quais, Daniel prova que os ídolos Bel e o Dragão não são deuses, uma delas baseia-se na história da cova dos leões. (II Cr 33.12, 13).


V- Os três rejeitados no concilio de Trento em 1. 545 foram estes:
1º- III Esdras: O livro de Neemias na Bíblia católica é chamado de, II Esdras, daí essa denominação de uma descrição da liberalidade de Ciro e Dário para com os judeus, como um modelo para o Ptolomeu, que é outro acréscimo.
2º- IV Esdras: Pretende conter visões dadas a Esdras referente ao governo do mundo por Deus, a uma nova era futura e à restauração de certas Escrituras que se haviam perdido.
3º- A oração de Manasses: Apresenta-se como sendo a oração de Manasses, rei de Judá, quando esteve cativo na Babilônia, de acordo com (II Crônicas 33.12.13.), o autor é desconhecido e provavelmente escrito em 90 a.C.


VI- Os Pseudo-s e Epigráficos: Pseudo-s significa: arte de imitar os escritos verdadeiros; Epigráficos significa: titulo ou uma frase que serve como tema para uma inscrição, ou seja, serve para iniciar um assunto conceituoso. Dentre os milhares escritos dessa natureza, a maioria veio à luz, no período interbíblico dos primeiros séculos após a destruição de Jerusalém.
O primeiro período interbiblico - se localiza entre o Velho Testamento e o Novo Testamento, bem entre Malaquias e Mateus. Neste período Deus não falou por meio de nem um profeta, nem por palavra escrita ou visões, nem um livro inspirado apareceu. Mas a mão poderosa do Senhor esteve trabalhando e dirigido os povos; e preparando o mundo para o advento do cristianismo.


Periodo de silêncio: Neste período houve um silêncio divino de mais ou menos de 395 a 400 anos, muitos homens se levantaram para falar como se fosse profeta de Deus, e escreveram os livros apócrifos, pseudo e epigráficos do AT. Onde muitos judeus “bem intencionados” procuraram reconstruir fatos e acontecimento histórico de sua época; principalmente os que habitavam no Egito Síria e em Samaria.


A seguir, daremos uma lista na qual incluiremos os principais apócrifos de cada Testamento.
VII- Os pseudo do Antigo Testamento:
01. O Livro de Adão
02. O Livro de Enoque
03.O Livro de Lameque
04.Os doze Patriarcas
05.A oração de José
06.Eldade e Medade
07.Testamento de Moisés
08.Ascensão de Moisés
09.Os salmos de Salomão
10.O Apocalipse de Elias.
11.Ascensão de Isaías.
12. O Apocalipse de Sofonias
13. O Apocalipse de Zacarias
14. O Apocalipse de Esdras
15. História de João Hircano
16. O Apocalipse de Baruque
17. O Livro dos Jubileus
18. Livro de Lendas e Mágicas
19. Epístola de Jeremias
20. Os Livros Sibilinos


VIII- Os pseudo do Novo Testamento: Foi depois da conclusão do Novo Testamento; quando já tinha encerrado a inspiração divina e plenária das Escrituras Sagradas; neste período também se levantou algumas pessoas dizendo serem apóstolos ou discípulos de Jesus e assim escreveram livros que são os apócrifos, pseudo-s e epigrafo do Novo Testamento.
Os pseudo-s e epigráficos do Novo Testamento são os seguintes:
01. Itinerário de Paulo
02. Itinerário de Pedro
03. Itinerário de João
04. Itinerário de Tomé
05. Didaquê dos cristãos
06. I e II Epístolas de São Clemente
07. Epístola de Inácio
08. Epístola de Policarpo
09. A Epístola de Hermas
10. Evangelho 2º São Tomé
11. História de Tiago.
12. O Apocalipse de Pedro
13. Itinerário Ensino dos Apóstolos
14. Carta de Barnabé
15. Atos de Paulo
16. O Apocalipse de Paulo
17. Didascália de Clemente
18. Didascália de Inácio
19. Didascália de Policarpo
20. Evangelho Segundo Barnabé
21. Evangelho Segundo Mateus
22. Evangelho aos Hebreus.
23. O Evangelho de Judas.


A soma total dos livros apócrifos, pseudo e os epigráficos:
1º- Os primeiros apócrifos do Antigo Testamento................................. 14
2º- Os Rejeitados no concilio de Trento foram...................................... 03
3º- Os pseudo-s e Epigráficos do antigo Testamento............................ 20
4º- Os pseudo-s e Epigráficos do Novo Testamento.............................. 23
A soma dos apócrifos, pseudo-s e epigráficos são................................ 60
Sessenta livros, isto é equivalente quase outra Bíblia, de livros que não tem inspiração divina.


EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA AO MANOSEIO DA BÍBLIA
Em razão de ser a Bíblia uma coleção de livros agrupados por assuntos de constantes consultas, fez com que aos poucos se procurassem métodos para facilitar o seu manuseio; daí surgiu à necessidade da divisão em capítulos, versículos, parágrafos, etc.
Também a existência de inúmeras versões da Bíblia nos obriga a uma pesquisa, pois nem todas apresentam a mesma característica.


Neste capítulo: Tentamos dar aos leitores explicações úteis para o correto manuseio do livro de Deus:
• As palavras em itálico – não constam do original; servem para complementar o sentido do texto, em português; somente a versão ARC publicada pela IBB possui estas palavras.
• Palavras com parênteses – enquanto as palavras adicionais aparecem na versão Corrigida em itálico, na ARA e em outras versões aparecem entre parênteses ou colchetes; não constam no original, em sua maioria; constam de manuscritos mais recentes.
• Palavras na margem – determinados trechos ou palavras encontradas nas margens de algumas Bíblias são a tradução literal ou uma palavra sinônima no caso de texto ou palavra duvidosa.
•As datas no texto – em algumas Bíblias, principalmente em outros idiomas são da cronologia de Usher, arcebispo anglicano, foram inseridas no texto bíblico em 1.701.
Sumário dos capítulos – são preparados pelos editores e não constam do texto original, com exceção de algumas frases introdutórias aos Salmos como os 4, 5, 8, 22, 32, 46, 53, 56, 69, 75, etc.


Esses títulos encontrados no início de alguns capítulos - nem sempre correspondem, como por exemplo, a parábola dos dez talentos, que não são dez, a parábola do rico e Lázaro, quando não é parábola e assim por diante.
Há de ter o devido cuidado na interpretação de determinados textos bíblicos - pois como na maioria das vezes acontecem, os títulos de capítulos ou parágrafos encerram a opinião do tradutor ou editor sobre o assunto em pauta, e que não consta no original.
Divisão em capítulos e versículos: Isso também não existe nos originais, em alguns casos essa divisão é prejudicial, pois tira o sentido do texto.
A primeira Bíblia que trouxe essa divisão foi na Septuaginta e na Vulgata, em 1.555.
Existem alguns capítulos e versículos que ficaram fora de seu lugar na colocação dos mesmos.
Veja alguns exemplos:
O capítulo 53 de Isaías deveria começar em (Is 52.13).
O capítulo 8 de João deveria começar em (Jo 7.53).
O capítulo 7 de I Rs deveria começar em (II Rs 6.24).
O capítulo 3 de Colossenses deveria terminar em (Cl 4.1).
O capítulo 10 de Mateus deveria começar em (Mt 9.35).
O capítulo 5 de Atos deveria começar em (At. 4.36).
(Ef 1.5) deveria começar com as duas últimas palavras e (Ef 1.4).
(I Co 2.9 e 2.10) deveriam ser um só versículo.
(Jo 5.39 e 40) deveriam também ser um só versículo.
O que é um texto: são todas as palavras contidas numa passagem que se escolhe para ler.
O que é um contexto: é tudo aquilo que fica antes ou depois daquela parte que escolhemos para ler, pode ser imediato ou remoto, vai de uma palavra até um livro inteiro da Bíblia.



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