7 de out de 2011

Lembrança do centenário da Assembleia de Deus no Brasil em 18 de Junho de 2011.
Assembleia de Deus comemorou o Centenário em 18 de Junho de 2011: Daniel Gustavo Hogberg e Gunnar Adolf Vingren: Embarcaram em Nova Iorque na terceira classe do navio Clemente rumo ao Brasil.O navio Clemente começou a ser usado em 1828 e parou em 1939, media 135 metros. Com alta chaminé, quatro botes salva-vidas.
Talvez os missionários suecos Daniel Gustavo Hogberg e Gunnar Adolf Vingren não imaginassem que iriam fundar uma igreja e que a mesma teria tanta importância para a sociedade como nos dias de hoje. Os dois jovens vindos de Los Angeles chegaram a Belém no dia 19 de novembro de 1910, desembarcando depois de uma viagem de 14 dias na escadinha do porto, na antiga Avenida 15 de Agosto (hoje Avenida Presidente Vargas). Chegaram com muita fé, muita coragem, disposição e US$ 90,00 (noventa dólares) no bolso. Mas apesar das dificuldades como a da comunicação, não desanimaram, e começaram a cumprir a sua missão.

Apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais, o Brasil era quase totalmente católico. Mas, por volta de 1900, o fogo do avivamento varreu o mundo. Nasce o Movimento Pen¬tecostal, em que os participantes, cheios do Espírito Santo, da mesma forma que os discípulos de Jesus na Festa Judaica do Pentecostes, (Atos cap. 2) recebiam o batismo no Espírito Santo, falavam em lín¬guas, profetizavam e curavam. Este Movimento que aflorou com densidade em Los Angeles, nos Estados Unidos, ano de 1900 a 1906 se espalhou para diversos locais. Inclusive, Chicago, onde o pastor da Igreja Batista, Gunnar Vingren, recebeu o batismo no Espírito Santo. Em uma Convenção Batista, Gunnar conheceu o jovem Daniel Berg, que também fora batizado. Ambos eram suecos e se tornaram grandes amigos. E da amizade sur¬giu o projeto missionário de trazer seus trabalhos para o Brasil.

Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram ao Brasil, desembarcaram em Belém e se filiaram a Igreja Batista local. Nin¬guém poderia imaginar que eles estavam para iniciar o maior Movi¬mento Pentecostal do mundo. As denominações evangélicas existentes na época ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos mis¬sionários, principalmente por cau¬sa de alguns irmãos que se mostra¬vam abertos ao ensino pentecostal. Porém, a doutrina do batismo no Espírito Santo incomodava os mais conservadores. En-quanto um grupo a rejeitou, outro aderiu. E na madrugada de 02 de junho de 1911, Celina de Albu¬querque, foi a primeira crente da igreja Batista de Belém a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a ocorrer também com outros irmãos.

Assim, depois de ser expulso da igreja Batista com dezenove novos adeptos do Pentecostalismo cheios convictos e resolvidos se organizaram, em 18 de junho de 1911, juntamente com os missionários estrangeiros, fundaram uma nova igreja e adotaram o nome de Missão da Fé Apostólica. Este foi o pri¬meiro nome dado ao Movimento Pentecostal vindo dos Estados Unidos. A partir de então, passaram a reunir-se na casa de Celina de Albuquerque. Mais tarde, em 18 de janeiro de 1918 a nova igreja, por sugestão de Gunnar Vingren, foi registrada como (Assembleia de Deus Ministério Missão). Hoje é chamada de igreja mãe de todas as outras Assembleias de Deus existente.
Primeira Igreja Assembléia de Deus no Brasil: Em 08 de novembro de 1914 os membros passaram a se reunir em seu primeiro templo livre, na travessa Nove de Janeiro. E ficaram por lá até 30 de outubro de 1926, quando o pastor Samuel Nystrom transferiu a sede da igreja para a Travessa 14 de Março. Onde em 23 de Abril de 1988, o pastor Firmino Gouveia inaugurou o atual Templo Central da Assembléia de Deus em Belém.
                                    
Celina Albuquerque primeira em solo brasileiro a ser batizada com o Espírito Santo: Nasceu em Manaus, AM, a 19 de setembro de 1874, filha de José Martins Cardoso e de Cândida Rosa de Aguiar Cardoso. Casou-se aos 25 anos de idade, no dia 25 de setembro de 1899, com Henrique Albuquerque que, como seu sogro, era prático em navegação nos rios amazônicos. No Pará, converteu-se a Cristo, na Primeira Igreja Batista de Belém que, na época, era pastoreada por Almeida Sobrinho, por quem Celina foi batizada nas águas no batistério do templo na Rua João Balby Nº- 406. Em 1910, chegaram os pioneiros do Movimento Pentecostal, que começaram a ensinar a doutrina do Espírito Santo que traziam em seus corações. Celina se interessou pelo que eles pregavam e, crendo na verdade, passou a buscar a promessa de Jesus Cristo. E com a idade de 95 anos, a fiel anciã foi chamada ao descanso eterno, em 27 de março de 1969, em Belém do Pará.
Celina Albuquerque e Maria de Nazaré foram as primeiras a declarar que aceitavam a promessa registrada em Atos 2.17-18: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão sonhos vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão". Elas se propuseram a permanecer em casa, em oração, até que Deus as batizasse com o Espírito Santo. À uma hora da manhã do dia 8 de junho de 1911, em sua residência na Rua Siqueira Mendes, 79 (hoje é atual 161), Celina Albuquerque foi a primeira pessoa, em solo brasileiro, a ser batizada com o Espírito Santo. Estava confirmada a verdade pregada pelos missionários, que anunciavam um novo batismo. Logo ao amanhecer, a irmã Nazaré apressou-se a ir à casa de José Batista de Carvalho, na av. São Jerônimo, 224, levando consigo a boa nova de que a irmã Celina recebera a promessa conforme a Palavra de Deus. Na casa de José Batista estavam reunidas várias pessoas, entre elas Manoel Maria Rodrigues, diácono da Igreja Batista. Ele declarou mais tarde: "Foi nesse momento que ouvi falar e cri no batismo com o Espírito Santo". Maria de Nazaré, no dia seguinte, teve a mesma experiência: era batizada com o Espírito Santo. Imediatamente, todos os membros da igreja tiveram conhecimento do fato e algumas pessoas resolveram ir à casa de Celina, a fim de averiguarem pessoalmente o que estava acontecendo. Entre os interessados estavam os irmãos José Plácido da Costa, diácono e superintendente da Escola Dominical; Antônio Marcondes Garcia e esposa; Antônio Rodrigues e Raimundo Nobre, seminaristas.
Os dois missionários não silenciaram, continuando a pregar a Palavra de Deus. Realizavam reuniões de oração onde moravam local agora muito visitado pelos membros da igreja. O clima naquela pequena comunidade evangélica era de tensão. Formaram-se dois grupos: o daqueles que aceitavam a doutrina pregada pelos missionários e se mantinham firmes nas suas opiniões e o grupo daqueles que rejeitavam a doutrina do batismo com o Espírito Santo e não se conformavam com a presença dos missionários no seio da igreja. Entre os cooperadores da primeira hora, na obra pentecostal no Brasil, encontram-se algumas mulheres que, como desprendimento e heroísmo, enfrentaram os maiores desafios. Elas se puseram como verdadeiras colunas, como vasos de ouro nas mãos de Deus.

Celina Albuquerque destacou-se entre elas. Sua bravura evidenciou-se em episódios como o descrito por A. P. Franklin, autor de um diário Entre Crentes Pentecostais e Santos Abandonados na América do Sul, citado em O Diário de um Pioneiro. Reporta-se a um incidente ocorrido em 13 de novembro (de 1911), por ocasião de um batismo, quando grande multidão, armada com facas e laços, estava decidida a impedir a cerimônia. O escritor começa a informar: "Os primeiros batismos eram feitos todos em segredo, geralmente, às onze horas da noite, pois não havia nem templos nem tanques batismais". E prossegue: "Mas um dia criaram coragem e anunciaram um batismo público a beira-rio. Isso deu tempo para que os inimigos se preparassem. Vieram então várias centenas de homens e pensavam que com violência poderiam impedir o ato sagrado. O líder veio à frente carregando uma cruz. Os poucos crentes que estavam reunidos compreenderam o perigo naquele momento e temeram que sangue fosse derramado, Vingren procurou ler a Bíblia, mas foi impedido. Procurou outra vez, mas o líder tirou o seu punhal e se preparou para lançar contra ele". Neste instante, a irmã Celina interveio colocando-se entre os dois, e esse gesto salvou-lhe a vida. Então veio a inesperada providência de Deus: o Senhor fez com que outro católico, pessoa idosa e respeitável, se impusesse, a gritar: "Chega! Deixem que eles tenham a sua cerimônia". O líder do grupo intentava concretizar a ameaça, mas sem o mesmo ímpeto foi contido pela palavra do missionário: "Eu faço somente o que Deus quer!". E mesmo sob os riscos, que continuavam, o ato se realizou. E Deus deu o livramento. Ao ser batizada no Espírito Santo, Celina começou a despertar os irmãos no sentido de lhe seguirem o exemplo, havendo sido, por conseguinte, um marco esplendoroso.

O batismo com o Espírito Santo de Celina Albuquerque  completa hoje 100 anos. Foi justamente no dia 8 de junho de 1911, à uma hora da madrugada, quinta feira, que a serva de Deus recebeu a promessa pentecostal em solo brasileiro.
Depois de ter sido curada de um câncer nos lábios, Celina Albuquerque convidou Maria Nazareth ambos os membros da Primeira Igreja Batista, em Belém, para orar em sua própria casa, na Rua Siqueira Mendes, antigo nº 67, bairro da Cidade Velha. Era a noite do dia 7. Elas estavam decididas a clamar aos céus até que recebessem a promessa do Senhor registrada em Atos 1.8. Na primeira hora daquele dia, Celina viu cumprida em si a promessa divina, falando em línguas espirituais. O batismo de Celina Albuquerque foi um divisor de águas nos rumos da Igreja Batista e do grupo simpático à doutrina pentecostal. A liderança daquela igreja, que não aceitava a doutrina do batismo com o Espírito Santo, achou por bem excluir todos os que concordavam com os ensinos de Gunnar Vingren e Daniel Berg. A exclusão aconteceu no dia 13 de junho.
A Missão da Fé Apostólica, depois denominada Assembleia de Deus, nasceu na casa de Celina Albuquerque.
                    
BELÉM ÉPOCA DE DANIEL E GUNNAR: Eles embarcaram no navio Clemente em Nova York, Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará, solo brasileiro, no dia 19 de novembro de 1910, para oficialmente iniciar sua missão como missionários no Brasil. Não tinham muita coisa na bagagem, uns poucos dinheiro, e sem conhecimento do idioma português, Daniel Berg e Gunnar Vingren, servos de Deus, não possuíam amigos, nenhum parente tinham em Belém do Pará, eles confiavam apenas, na profecia de Deus que, os direcionava ao Pará. A cidade de Belém já era conhecida como uma cidade desenvolvida. Era a imponente, capital da borracha, possuindo, até então, o padrão de primeiro mundo. Uma cidade movimentada para a sua época possuía bondes, casarões, água encanada, sistema de esgotos e energia elétrica, Belém do Pará era assim, uma cidade confortável, uma cidade que contava com 250 mil habitantes uma população formada de ricos pobres. Embora sentirem-se obedientes à chamada de Deus, tudo era além de estranho, diferente para os dois suecos. Além da malária, e da febre amarela, que na época era epidemia, impressionavam os missionários ao ver aquelas pessoas mutiladas, vestidas como andarilhos, pessoas doentes e leprosos perambulando pelas ruas da cidade. Para eles, era um espetáculo paupérrimo pelas ruas da capital paraense.

MUITA GENTE DOENTE NA CIDADE: Devido à precária situação que envolvia população pobre na cidade, a febre amarela alastrava-se trazendo morte entre crianças e adultos por toda aquela região. O conhecido médico Sanitarista Oswaldo Cruz desenvolveu sua campanha mata-mosquito erradicando a doença seis meses. A campanha do sanitarista Oswaldo Cruz teve início seis dias antes da chegada de Daniel Berg e Gunnar Vingren à Capital do Pará. Com toda essa epidemia e diferença climática, os servos de Deus souberam enfrentar as dificuldades com paciência e oração. Quando chegaram à cidade, os dois em união e fé pediram ao Senhor as primeiras orientações de como se movimentar na cidade, pois, eles não tinham ninguém com quem pelo menos conversar, ou indicá-los a uma pousada para o descanso da viagem. Diante dessa difícil situação, os jovens Daniel Berg com 26 anos e Gunnar Vingren, com23 anos de idade, deram os primeiros passos pelas principais ruas da capital paraenses, orando e pedindo ao Senhor as orientações a respeito de suas atividades no Brasil. Embora os sinais de confirmações já tivessem sido revelados pelo Senhor, os dois missionários de Deus se hospedaram por um dia apenas, no modesto hotel, e ali consumiram os seus 16 mil réis. As moedas que lhes restaram iriam ajudá-los viajar de bonde à procura da residência do pastor metodista Justo Nelson, também diretor do Jornal que por acaso chegara às mãos de Gunnar, no quarto onde haviam se hospedado no dia anterior. Surpreendentemente, o Pastor Justo Nelson era conhecido de Vingren, nos Estados Unidos.

SEPARADOS PARA MISSÕES: Daniel Berg e Gunnar Vingren foram finalmente recebidos pelo missionário Erik Nelson, que era de nacionalidade sueca, razão pela qual os convidou para cooperar no trabalho e permitiu que se alojassem no porão da Igreja Batista na Rua João Ballby, 406. Ali pela vontade de Deus aconteceriam coisas surpreendentes para os novos missionários. No entanto, nada indicava que os servos de Deus viessem a ser revolucionários espirituais de gigantescas proporções, pois, o Espírito Santo naquela época já demonstrava através deles manifestações acima do que se esperava. Apesar do úmido, escuro e apertado espaço onde estavam alojados, muitos crentes os visitavam e ali eram ensinados e instruídos a respeito do batismo com o Espírito Santo e os dons espirituais. Os crentes batistas que os visitavam compreenderam o realizar do Espírito Santo através dos que os sinais os seguiam quando criam, aceitando a palavra. Muitos paralíticos eram curados, deixavam suas muletas, várias operações e milagres aconteceram. Como já falamos anteriormente: um acontecimento muito impressionante foi o batismo no Espírito Santo da irmã Celina Albuquerque. A Irmã Celina Albuquerque teria sido também curada totalmente do câncer enraizado em seu rosto. Outros crentes da época tiveram a mesma experiência, inclusive a irmã Nazaré que recebeu o milagre da cura no dia seguinte. Uma grande dificuldade era porque eles não falavam o português: Para obterem dinheiro e poderem pagar um professor de português, Daniel voltaria a exercer o ofício de fundidor que aprendera nos Estados Unidos, enquanto Vingren estudaria durante o dia. À noite, Vingren ensinaria a Daniel o que aprendera. E assim, com muito esforço, aprenderam o português. O salário de doze mil réis por dia proporcionou aos missionários condições de se manterem relativamente bem e poderem comprar Bíblias e Novos Testamentos nos Estados Unidos.

ELES FIZERAM DISCÍPULOS: Não havia qualquer divergência em torno da vida de Gunnar Vingren e Daniel Berg, suas vidas eram inquestionáveis. Havia um grande desejo dos crentes mais fervorosos na quele tempo, no sentido de que Deus mandasse obreiros visto que, seu pastor fazia longas viagens para o Norte e Nordeste, precisava-se, portanto, de mais obreiros para dirigir a igreja. Os crentes de outras denominações queriam ouvir os missionários suecos que eram uma bênção também para outras igrejas. Eles queriam ouvi-los e ver os sinais de curas e milagres que eram realizados pelas mãos dos suecos. O pastor Nelson Erik via o crescimento da igreja que ele mesmo fundou em 1897, até ali não havia sequer vinte crentes. Gunnar e Daniel sabiam que quando o pastor Nelson Erik chegara ao Brasil dispôs-se a pedir que Jesus o batizasse no Espírito Santo. Com o passar de 14 dias, o Senhor começou a derramar sobre ele o copioso poder. Sua esposa, porém, temerosa, pediu a ele que parasse com “aquilo”, impedindo que o pr. Erik recebesse a promessa do Senhor. Daí por diante, o Pr. Erik Nelson se declarou inimigo da doutrina pentecostal.

GEROU-SE UM CONFRONTO: A diferença dos dois suecos em relação aos obreiros batistas logo foi observada. Os crentes coordenados por Daniel e Gunnar atravessavam a noite em sucessivas orações e se maravilhavam com os sinais e maravilhas que viam acontecer diante de seus olhos. Daniel Berg conta que: “Chegou ao conhecimento do pastor batista a notícia do progresso do nosso trabalho, e que o folheto que ele escrito contra nós, contribuiu para o maior desenvolvimento da obra. Isso serviu para que ele rompesse definitivamente relações conosco, criando-se um abismo entre ele e nós. De nossa parte, estávamos penalizados com a situação que ele criou, pois sua vida transformou-se inteiramente, já não era o homem alegre de outrora, andava sozinho…”. O próprio Daniel Berg revela como se gerou o confronto: “Certa noite, o pastor batista apareceu em nossa modéstia morada. Quando abriu a porta defrontou-se com uma onda de hinos e orações. Levantamo-nos e, depois de saudá-los, convidamo-lo a participar do culto improvisado. Ele recusou e declarou que havia chegado a hora de tomar uma decisão. Disse ainda, que ultimamente ouvira discussões acerca de doutrinas, coisa que nunca antes acontecera”. “Acusou-nos de havermos semeado dúvidas inquietações e de sermos separatistas”. “Gunnar Vingren levantou-se e explicou que não desejamos a desunião, ao contrário, desejamos que todos se unissem. ‘Se todos alcançarem a experiência do batismo com o Espírito Santo, nunca mais se dividirão serão mais do que irmãos, serão uma só família’.

EXPULSOS DO PORÃO DA IGREJA: O pastor da igreja voltou a falar e estava aberta a discussão. Disse o pastor que a Bíblia fala realmente do batismo com o Espírito Santo e na cura de enfermidades por Jesus, porém essas coisas foram para aquele tempo. ‘Seria absurdo’, disse ele, ‘que as pessoas educadas em nossos dias, pensassem que tais coisas pudessem acontecer. Hoje temos que ser realistas’ disse ainda o pastor, ‘e de não ocupar o tempo com sonhos e falsas profecias’. “Hoje temos a sabedoria para ser usada. “Se não vos corrigirdes e não reconhecerdes que estais errados é meu dever comunicar a todas as igrejas batistas o que está acontecendo, para que se previnam contra as falsas profecias”. Sem o apoio do grupo, o pastor batista, ouviu as palavras ponderadas de um diácono que, também foram precisas e decididas, aqui vai a integra: “Compreendo muito bem os seus sentimentos, pastor; o senhor declara que está entre grupo de traidores, que se distanciaram dos ensinos que lhes ministrou. Acha que não estamos seguindo o caminho que nos ensinou. Entretanto, isso não é verdade. Nunca estivemos mais corretos do que agora, jamais tivemos tanta fé como atualmente. O que aconteceu foi que, achamos alguma coisa a mais, a fé e o poder do Espírito Santo. Em seguida, “o pastor”, conta Daniel, “olhou mais uma vez em redor e esperou que alguém se manifestasse a seu favor, mas foi em vão. Em seguida, dirigiu a mim e ao irmão Vingren e disse: ‘Já tomei a decisão. A partir deste momento não podem ficar morando aqui.

NASCE A ASSEMBÉIA DE DEUS: Excluídos pelo pr. Erik da Igreja Batista e seus membros, a maioria inimiga do reavivamento, os crentes sob a liderança de Gunnar e Berg estavam em dificuldades e atônitos, pois não era seu propósito iniciar uma nova igreja. Todavia, os suecos estavam em um imperioso momento e teria que decidir sobre como tomar um novo destino.
No entanto, os excluídos por iniciativa de Raimundo Nobre logo se organizariam em sua própria comunidade na residência de Henrique de Albuquerque, na Rua Siqueira Mendes, 79, no bairro Cidade Velha. E o primeiro nome desta nova igreja foi: MISSÃO DA FÉ APOSTÓLICA. Poucas pessoas eram só 19 crentes que iniciaram essa grande obra conhecida como: ASSEMBLÉIA DE DEUS. Embora tenha havido na quele período muitas: perseguições, muitas campanhas difamatórias ocorreram e atingiam cruelmente os pentecostais. Os católicos da época colocavam nos postes dizeres como: “Este Vingren é um papa protestante. E logo em seguida Gunnar Vingren foi aclamado Pastor e Daniel Berg seu auxiliar, que com muita coragem, amor e responsabilidade que exerceu o seu ministério.
Listas dos Pastores Presidente da Assembleia de Deus em Belém do Pará:
1º- Pastor: Gunnar Vingren - 1911 - 1924

2º- Pastor: Samuel Nystron - 1924 - 1930

3º- Pastor: Nels Nelson - 1930 - 1950

4º- Pastor: Fco. P. do Nascimento l950 - l959

5º-Pastor: Jose P. de Menezes de 1959 - a- 1961

6º- Pastor: Alcebiades P. Vasconcelos - l96l – 1968.

7º- Pastor:Firmino Gouveia - 1968 - 1997

8º- Pastor: Samuel Câmara de 1997- a - 2011; é o Pastor atual 
Hoje a Igreja Evangélica Assembléia de Deus está presente em 176 países de todos os continentes. 
No Brasil congrega uns 10 milhões de pessoas em todos os estados brasileiros. No Pará são 700 mil membros, em 4.500 templos. Hoje a Igreja Evangélica Assembléia de Deus é a maior comunidade evangélica do País.
Cerca de 60 mil pessoas lotaram o Estádio Olímpico do Mangueirão durante a abertura da programação oficial do Centenário da Assembleia de Deus. A multidão acompanhou pregações e louvores de conferencistas e cantores nacionais e internacionais.
Assembleia de Deus 100 anos de História: Na virada do século XX, surge em várias partes do mundo o movimento denominado pentecostal, que difundia uma renovação dos moldes pregados pelas igrejas tradicionais, por meio do batismo com o Espírito Santo. Contagiados por esta doutrina, os jovens missionários suecos residentes nos Estados Unidos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, receberam como missão pregar o evangelho em uma terra distante e desconhecida, chamada Pará. Foi então que partiram rumo a Belém, onde desembarcaram no dia 19 de novembro de 1910. Inicialmente, integraram-se à Primeira Igreja Batista do Pará, localizada na Rua João Balbi. Porém, sentiram a necessidade de tomar um novo rumo.

A Missão: Desvinculado da Igreja Batista, o pequeno grupo pioneiro liderado pelos missionários ficou sem lugar para se reunir. Foi então que o casal Henrique e Celina Albuquerque ofereceu a ala de sua casa, na Rua Siqueira Mendes, para o início de uma das maiores obras pentecostais do último século.
Assim, no dia 18 de junho de 1911, na sala do casal Albuquerque, surgiu uma nova igreja, inicialmente chamada Missão da Fé Apostólica. Somente após sete anos de sua fundação, recebeu a denominação de Assembleia de Deus.

O Templo: As reuniões na Rua Siqueira Mendes duraram cerca de três meses. Depois, para facilitar o acesso, a igreja mudou-se para a residência de José Batista de Carvalho, na rua São Jerônimo (atual Avenida Governador José Malcher). Em 8 de novembro de 1914, os membros passaram a se reunir em seu primeiro templo livre, situado na Travessa Nove de Janeiro. Ali ficaram até 30 de outubro de 1926, quando o pastor Samuel Nyström transferiu a sede da igreja para a Travessa 14 de Março, antigo nº 759. Nesse mesmo local, o pastor Firmino Gouveia inaugurou o atual Templo Central da Assembleia de Deus em Belém no dia 23 de abril de 1988.
Fé sem Fronteiras: Paralelamente à obra desenvolvida em Belém, a igreja caminhava a passos largos para a sua expansão, com cultos públicos em vários lugares, orações pelos enfermos e batismos com o Espírito Santo. A ilha do Marajó, onde os missionários estiveram apenas um mês após o desembarque em Belém, transformou-se em um dos mais ricos berços do movimento Pentecostal Brasileiro.
Começando pelos municípios arredores, o evangelho pentecostal espalhou-se por todo o Estado do Pará. Assim, enquanto Gunnar Vingren cuidava da igreja em Belém, Daniel Berg e um grupo que se formava saiu espalhando a mensagem por lugares como Bragança, Vigia, Timboteua, São Luís do Pará, Capanema, Quatipuru, Bonito, Primavera e Tauari. O crescimento fenomenal da Assembleia de Deus está ligado diretamente ao trabalho dos leigos. Desde o início, a igreja valorizou o trabalho dos membros. Isso levou a mensagem pentecostal para os lares, praças e ruas e fez a igreja entrar nas prisões, hospitais e prédios públicos. Cada fiel da igreja tornou-se um evangelista. Não demorou muito para alguns desses homens e mulheres cruzassem as fronteiras do Pará. Os resultados deram à igreja pentecostal a dimensão que hoje vemos. O rápido crescimento exigiu novos líderes e norteou a expansão da nova igreja.

Comemorações Inesquecíveis: A cada ano, a Assembleia de Deus em Belém, comemora sua existência com uma grande festa no Pará e no Brasil. Algumas festas foram marcantes, como o Jubileu de Ouro, em 1961, quando a igreja comemorou meio século de existência. Na ocasião, estiveram presentes o missionário fundador Daniel Berg e o missionário Ivar Vingren, filho do missionário Gunnar Vingren, já falecido na época. A festa do Jubileu não foi apenas local. Em diversas cidades brasileiras, essa data histórica foi igualmente festejada. Nesse período, os pentecostais brasileiros eram estimados em cerca de um milhão de pessoas. Já em 2001, a igreja celebrou seus 90 anos de bem sucedida história. As comemorações oficiais começaram com uma marcha (com aproximadamente 100 mil pessoas) pela cidade de Belém.

Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil: A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) possui sede em Brasília-DF, esta se considera o tronco da denominação por ser a entidade que desde o princípio deu corpo organizacional à igreja. A CGADB hoje conta com cerca de 3,5 milhões de membros em todo o Brasil (dados do Iser) e centenas de missionários espalhados pelo mundo. A CGADB é proprietária da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), com sede no Rio de Janeiro, que atende parcela significativa da comunidade evangélica brasileira. À CGADB também pertence a Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciências e Biotecnologia (Faecad), sediada no mesmo Estado, e que oferece os seguintes curso em nível superior: Administração, Comércio Exterior, Marketing, Teologia e Direito. A CGADB é constituída por várias convenções estaduais e regionais, além de vários ministérios. Alguns ministérios cresceram de tal forma que tornaram-se denominações de facto, com suas congregações sobrepondo as áreas de abrangência das convenções regionais. Dentre os grandes ministérios se destaca o Ministério do Belém, que possui cerca de 2.200 igrejas concentradas no centro-sul e com sede no bairro do Belém na capital paulista, sendo atualmente (2008) presidida pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, que sucedeu o pastor Cícero Canuto de Lima, que também preside a CGADB. Na área política, alguns deputados federais são membros das Assembleias de Deus e a representam institucionalmente junto aos poderes públicos nos assuntos de interesse da denominação, supervisionados pelo Conselho Político Nacional das Assembleias de Deus no Brasil, com sede em Brasília, DF, que coordena todo o processo político da CGADB. Além disso, há também deputados estaduais e até prefeitos e vereadores, todos sob a chancela de igrejas ligadas à CGADB.

Pastor Presidente: Da (CGADB) Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.

MESA DIRETORA DA CGADB - QUADRIÊNIO 2009 a 2013.

MESA DIRETORA DA CGADB - QUADRIÊNIO 2009 a 2013. CGADB - Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, Mesa Diretora Eleita no ultimo dia 23 de Abril de 2009 por ocasião da realização da 39ª Assembléia Geral Ordinária para o quadriênio 2009-2013.

PRESIDENTE: Pr. José Wellington Bezerra da Costa
1º VICE PRESIDENTE: Pr. Silas Lima Malafaia
2º VICE PRESIDENTE: Pr. Ubiratan Batista Job
3º VICE PRESIDENTE: Pr. Sebastião Rodrigues de Souza
4º VICE PRESIDENTE: Pr. Gilberto Marques de Souza
5º VICE PRESIDENTE: Pr. José Antonio dos Santos

1º SECRETÁRIO: Pr. Isaias Lemos Coimbra
2º SECRETÁRIO: Pr. Arcelino Victor de Melo
3º SECRETÁRIO: Pr. Antonio Dionísio da Silva
4º SECRETÁRIO: Pr. Isamar Pessoa Ramalho
5º SECRETÁRIO: Pr. Roberto José dos Santos

1º TESOUREIRO: Pr. Antonio Silva Santana
2º TESOUREIRO: Pr. Josias de Almeida Silva

CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus:
A CPAD – Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil completa.  70 anos divulgando no país e no exterior as grandes obras realizadas por Deus no meio de seu povo. A CPAD – Casa Publicadora das Assembleias de Deus – é a editora oficial da denominação e sempre esteve presente em todos os momentos históricos e decisivos do Movimento Pentecostal no Brasil.O compromisso doutrinário da CPAD. Tendo a Bíblia Sagrada como a sua única regra de fé e prática e orientada pela CGADB, através de seu Conselho Administrativo e do Conselho de Doutrina, a CPAD, em virtude de sua vocação como agência de evangelização e edificação espiritual, exige que as obras, por ela publicadas, não firam a soberania da Bíblia Sagrada como a Palavra de Deus inspirada, inerrante, infalível, soberana e completa.

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